Sessões de Agosto

 

Sessões de Agosto
  • Dia 1º: Sessão de desenvolvimento e doutrina;
  • Dia 08: Sessão Pública ;
  • Dia 15: Trabalho privado aos médiuns da Tenda;
  • Dia 22: Sessão pública;
  • Dia 25: Sessão festiva em homenagem aos Exus e Giras ;
  • Dia 29: Não haverá trabalhos na Tenda.

Os trabalhos da Tenda iniciam às 20:00hs. Tolerância de 5 minutos de atraso.

Orixás do mês:

Dia 16 de Agosto, devido ao sincretismo com São Roque, festejamos o Orixá Xapanã, ou Obaluaiê.

Salve Pai Obaluaê, orixá do perdão, da cura, das passagens e de todas as transformações!
Obaluaê é o orixá que atua na evolução dos seres. “Pai Olorum, que tudo cria e tudo gera, criou as qualidades de  estabilidade e  evolução. Sem estabilidade nada se sustenta e sem transmutação tudo fica parado. A estabilidade proporciona o meio ideal para os seres viverem e na mobilidade são gerados os recursos para que eles evoluam.
Pai Obaluaê é a divindade que  representa essa qualidade dupla, pois tanto sustenta cada coisa no seu lugar como conduz cada uma a ele. Ele está no próprio Universo, na sustentação dos astros e no movimento da mecânica celeste. Sua irradiação, aceleradora da vida, dos níveis e dos processos genéticos, desperta nos seres a vontade de seguir em frente e evoluir. Obaluaê é o Pai que, juntamente com Mãe Nanã, sinaliza as passagens de um estágio de evolução a outro. Ambos são orixás terra-água; têm magnetismo misto, pois na terra está a estabilidade e na água a mobilidade. Enquanto Mãe Nanã decanta os espíritos que irão reencarnar, Pai Obaluaê estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto) e reduz o corpo plasmático do espírito, até que fique do tamanho do corpo carnal alojado no útero materno. Pai Obaluaê é o “Senhor das Passagens” de um plano a outro, de uma dimensão a outra, do espírito para a carne e vice-versa. É o orixá da cura, do bem-estar e da busca de melhores condições de vida. Na Umbanda, esse Pai é evocado como senhor das almas, dos meios aceleradores de sua evolução. Quando um ser natural de Obaluaê baixa num médium e gira no Templo, todos sentem uma serenidade e um bem estar imenso, pois ele traz em si a estabilidade, a calmaria e a vontade de avançar, de ir para mais perto de Deus. Esse Pai rege a linha das almas ou corrente dos pretos velhos, que traz a natureza medicinal de Obaluaê, orixá curador. Muitos têm sido curados, após clamarem por sua interseção. Os pretos velhos nos transmitem paz, confiança, esperança e bem-estar.Os pontos de forças regidos por Pai Obaluaê, no acima, são os cemitérios ou campos santos, lugares sagrados para os povos de todas as culturas. São os pontos de transição do espírito, quando deixa a matéria e passa para o plano espiritual.
Fonte: Manual Doutrinário, Ritualístico e Comportamental Umbandista Lurdes de Campos Vieira (Coord.) – Madras Ed.
  • Temos por tradição e devido a estreita ligação dos Exus que se manifestam na Umbanda, com o Orixá Obaluaiê em festejar e homenagear os Exus no mês de Agosto.
Exu, na Umbanda, é nome símbolo de um organismo sediado no Plano Astral brasileiro e conhecido por “Organização dos Sete Focos”, constituído de quase um milhão de participantes que tomam o nome de Exu, além de outro tanto de “quiumbas” classificadas que nada mais são do que estagiários, aspirantes a uma credenciação oficial na temida Instituição legionária executiva que respalda o trabalho da religião de umbanda, sempre ameaçada pelos astuciosos poderes das Igrejas Católica e Evangélicas, cujos mentores, com raras e honrosas exceções, são realmente cristãos.
A ação dos exus – no que lhes compete – é conhecer com firmeza a feitiçaria, a maldade, perseguições no físico e no astral, ameaças, abusos de poder e todo lixo emocional, enfim que reina na sociedade contemporânea; sociedade esta colegiada “normalmente” pela ambição desmedida, pela competição e pelo desregramento oriundos de uma má formação familiar.
O Exu na Umbanda é parte do poder moderador utilizado pelos Pretos-velhos, Caboclos e Boiadeiros em prol dos mais fracos e oprimidos, que não se confunda Exu com “quiumbas desclassificadas”, instrumentos cegos de outras religiões, infelizes desencarnados que fomentam dissabores entre criaturas desavisadas e pouco vigilantes.
Fonte: Omolubá – Casa Branca de Omolu
Anúncios