Ori na Umbanda. Existe culto?

Saudações caros leitores(as) deste espaço. Diante de tal questionamento de muitos umbandistas, resolvi escrever algo sobre.ori

Nós umbandistas -salvo ainda uma parcela que não aceita estes fundamentos e mais alguns que não são adeptos ao estudo- acreditamos na importância de Ori, esta que é a mais importante divindade a ser cultuada, mais do que nosso próprio Eleda, ou Orixá de cabeça. Ori é nossa própria centelha divina, a nossa pequena parcela de Olorum, aquele que mais se preocupa conosco, pois sabe de todas nossas necessidades e anseios. Se vamos ter sucessos ou fracassos, dependemos totalmente de nosso Ori. Ter um Ori alimentado e saudável, quer dizer cultuar nossa cabeça com uma conduta baseada em ética no nosso dia a dia, respeito ao próximo e dedicação ao bem, além de cumprir os ritos designados à Ori. Recomendamos leituras a respeito de Ori na Umbanda, como o livro  “Exu – O Poder Organizador do Caos” de Norberto Peixoto.

Cada religião afro brasileira, como Candomblé, Batuque gaúcho, Tambor de Mina, Umbanda, enfim, cada uma tem seus ritos próprios para cultuar Ori. Cada uma com seus preceitos. Na Umbanda também temos culto a Ori, e o rito de maior devoção a esta divindade é no Amaci.

O Amaci é um ritual largamente utilizado na Umbanda, que consta de um sumo de ervas específicas para cada Ori, onde é realizada a lavagem de cabeça do filho de fé. Seu Ori é alimentado com o sangue vegetal, resultado da maceração das folhas, acrescida de água e as vezes mais algum elemento, fato que esta preparação varia de casa para casa, onde o Babalorixá ou Yalorixá verte esta água sobre o Ori do Filho(a), consagrando o Ori, alimentando e purificando. Na maioria das Tendas Umbandistas, este rito é realizado anualmente.

Além do Amaci, existem outros rituais na Umbanda de culto à Ori, mas são muito variáveis de casa para casa, porém o principal ainda é o Amaci com ervas. Por isso da importância para o médium de Umbanda realizar este rito, sempre tendo o cuidado e a certeza a quem esta entregando sua cabeça, digo ao pai ou mãe espiritual que irá realizar a cerimônia. Um dos grandes “contra axé” que existem é estar dando sua cabeça a várias mãos, ou estar toda hora trocando de casa e refazendo obrigações aqui e a cola. Nosso Ori não se firma, e o resultado não pode ser outro, se não o desequilíbrio no axé e consequentemente na vida.

Esperamos sinceramente contribuir com nossas breves postagens.

Um fraterno Saravá a todos.

 

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